sábado, 24 de setembro de 2011




(da paixão)


a entrega faz-se
no egoísmo da pele.
nada de profundo
há nos sonhos:
os dedos não prendem
as areias dos momentos,
os beijos não gravam
as pedras dos sentimentos,
e o amor, ah, o amor!,
o amor é sede que queima,
nunca repleção serena
de chuva mansa
sobre a seda dos corpos
em fusão.
e breve, tão breve,
é a incandescência do tempo
se só nos move a paixão...

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