sábado, 6 de agosto de 2011


FRONTEIRAS ÍNTIMAS


Cada poro do teu corpo me responde
quando passo, em beijo quente e voo breve,
as fronteiras íntimas que dividem
dois desejos: o meu onda, o teu rochedo...

E molho-te de sede essa vontade
de me seres rítmico investir,
recuo, engulo, cerco e morro em espuma,
deslizo-te e desenho-te as texturas.

Cada areia que tece o nosso leito
é agora fogo aceso que nos traga
e nos queima em crescente de marés
até à doce erosão da inconsciência...

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