sexta-feira, 6 de maio de 2011



Plagia-me, meu amor...

De tudo o que eu disser,
usa e abusa, repete
o eco dos meus sentidos,
copia os versos gemidos
do prazer que eu retiro
num beijo de te inspirar...
Plagia-me, meu amor,
reescreve o que eu te deixo
na pele gravada a poesia,
arrepio, maresia,
e se escrevo o meu afago
em barco de papel ao largo,
imita-te mar, vento e espuma,
segue o vaivém do meu corpo,
vela tanta, luz nenhuma,
segue-me cego e a par...
Plagia-me, meu amor,
que o amor não é mais que plágio
em busca da rima certa
que falhou à inspiração:
naufrágio.

1 comentário:

  1. Amiga,
    que bom te encontrar aqui tb!
    Que poesia maravilhosa e eu tinha essa "vaga impressão" que o amor seria só uma desculpa para se escrever poesia... Mas, plágio, é mais real!Plágio é perfeito!
    No entanto, querida amiga, por que sofremos tanto e nos deixamos machucar por tão belo sentimento?
    Por que eles sempre à procura e eu... sempre querendo sossegar?!
    Devaneios à parte, parabens pelo teu espaço e por tua sempre bela e apaixonada poesia.
    Beijos

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