quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Cumplicidades


Sabia-te o bater do coração
pelo beijo que me trazia a noite...
e os teus passos, entre a-medo e afoitos,
sabiam o tremor da minha mão.

Sabia-te a paixão que te movia,
e o brilho que guardavas nos teus olhos...
surgias em desejo, e entre meus folhos
colhias o corpo que te of'recia.

Então, cúmplice, a noite se deitava
dobrando sobre si a escuridão-
lençol que por pudor nos resguardava...

Sei agora que cada madrugada
era a noite desleixando a atenção,
p'lo dia já decerto apaixonada.

2 comentários:

  1. teresa,

    é sempre com emoção que te leio, deste lado e já não do outro.

    As tuas palavras são adagas de sopro que nos entram corpo dentro.

    bj

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  2. Olá Teresa,
    Muito bonito este poema!

    Bjs dos Alpes

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