terça-feira, 17 de agosto de 2010


Je t'aime, moi non plus

Gosto quando me desces,
rio sem margens,
até à foz que mereces,
no penetrar que te fazes
abordagem

Gosto quando te domo,
leme aceso,
convés onde me assomes
corsário que eu advogo
indefeso

Gosto quando me desvendas
vela breve,
do capricho do teu vento
até à espuma que um beijo
te susteve

Gosto assim, quando e sempre
me mergulhas,
em metáfora ardente
da seda com que me cobres
e me olhas...

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