sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

RUÍNAS



Serve-se do grito, a dor que me agarra,
Serve-me o destino, esta sina em garra
Que me tolhe o gesto da brisa que beijo
No esperar da pele que entre-cílios vejo...

Sirvo-me em pedaços ao algoz do Tempo
Sirvo-me da fé que colho no templo
Jacente em ruínas que escolhi por fado...

-E não sei se é gótico o portal tombado...

Sei que verto ainda do peito dorido
Gotas que são sangue salgado e mantido
Em vasos de esperança que ao alto ergo...

-E que afasto de mim, num gesto em repulsa...


-Que espero ainda, se me deforma a culpa
De só ver punhais nos olhares que enxergo?!...

1 comentário:

  1. Tu és sempre muito inspirada,Tera.Teus poemas,lindos! beijos e aproveitop pra te desejar um lindo e Feliz Natal!chica

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