quinta-feira, 28 de maio de 2009

AMOR SEM ESTAÇÃO

Este amor que amordaço sem clemência
Detém-me refém dum sonho abortado
E por domar um silêncio tão forçado
Meu coração já não encontra a cadência.

Esse amor de fragrâncias maviosas
Dos teus olhos que me banham de calor
É sede que me não sacia a dor,
É brisa em asas-luz de mariposas.

Nosso amor é precoce Primavera
Que o Verão queima em ardências traiçoeiras,
Enquanto o Outono, em tons de mel, espera

Que o Inverno acenda carícias em fogueiras...
...e assim ardendo, em leito de quimeras,
Nosso amor é cinza de raras madeiras...

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