quinta-feira, 28 de maio de 2009

AMOR DE LONGE, DIZ-ME

Amor, meu amor, de longe aceno,
Por entre as grades frias do meu dia,
Que avaro e curto se faz, por tirania,
Deixando-me, na boca, agro veneno

Com gosto da saudade ciumenta
Que me toma, me condena à tua ausência...
E o coração morre a pulsar, em carência
De teus beijos, e do amor que me alimenta...

Amor, meu amor, de longe diz-me,
Se teu amor é forte caravela
Que resista às tormentas caprichosas,

Pois por mais que a paixão nos aproxime,
De tanto mar é feita nossa procela,
Que só de teu apelo eu colho rosas!

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